Moda versus Estilo Pessoal

17:05

A Moda passa, Estilo é pessoal, e fica para sempre; mesmo que você mude, ele mudará com você, e uma vez adquirido, passa a fazer parte de quem você é, fica impressa como uma marca indelével, de tal modo enraizado, que as pessoas mais leigas te reconhecem em seu estilo.

A moda nos impõe todos os dias, várias regras que fazem parte de uma ditadura velada que nos faz sentir que todo nosso guarda-roupa novo, é obsoleto em uma semana. Pessoas sem estilo correm aos shoppings para comprar mais roupas, simplesmente para se sentir IN, vestindo-se como manda a moda naquele momento, uma invencionice da nova novela das 7, demonstrando uma extrema falta de personalidade e uma necessidade imensa da sensação de pertença, numa gritante anuência à essa imposição sem espaço na vida de quem tem estilo próprio.
E vemos por aí, sem muito esforço, pessoas e mais pessoas vestidas exatamente iguais, sem imprimir nenhum estilo pessoal, apenas colocando sem nenhum critério aquilo que está massificado pelas séries de fim-de-tarde, novelinhas acéfalas alienantes, sem as quais, tais pessoas não saberiam nem o que deveriam comer.
A questão não é dizer que não se deve comprar uma peça da moda. É claro que devemos, podemos e queremos! Eu compro, e adoro ter algo novo! A questão é impressão de elementos pessoais, e não mera cópia. Eu desenvolvi um estilo todo meu, que decifra minha personalidade, meu estado de espirito, meu humor, demonstra minha sensualidade, feminilidade e voluptuosidade. Sem vulgaridade ou apelação, meus decotes e ajustes dizem que aquela roupa é minha, e é minha escolha pessoal e não uma escolha que fizeram por mim. E tudo isso sou eu, o que adere sem mostrar, delineia sem insinuar. Meu estilo pessoal tem elementos muito próprios, o que faz com que ao estar com peças das tendências atuais, eu não me desvirtuo, não é mais uma na multidão usando tudo exatamente igual a todo mundo: mantenho meu jeito muito meu de me vestir.
Sempre gostei de cintura marcada, vestidos e saias na altura do joelho (muito elegantes por sinal), e decotes e recortes interessantes, e coisas sexies, mas não vulgares. E tudo está interligado, desde o corte do meu cabelo, à coloração das minhas madeixas, a maquiagem da básica à sofisticada, acessórios: tudo isso precisa gritar MEU NOME e não ser só mais uma peça comprada por impulso, servindo ao propósito da futilidade televisiva de disseminar algo que será tragado sem raciocinar.

Ter estilo pessoal é imprimir uma marca, uma imagem que te torne inconfundível, e antes de qualquer coisa, que essa imagem seja cartão postal do seu estilo, da sua personalidade e seu caráter. Uma roupa diz muita coisa. Uma roupa diz o que você sente. Uma roupa diz QUEM VOCÊ É. É uma forma de se comunicar, de se expressar, de dizer às pessoas, sem uma palavra, o que você faz, é, quer, o que você mostra é muito mais que suas palavras podem traduzir, sua roupa mostra seu jeito único de ser.

A moda contemporânea no Brasil, que é um país essencialmente tropical, nem sempre esteve tão aberta, privilegiando, como está agora, nem meu biótipo, Plus Size, nem meu estilo pessoal, e devo ressaltar que fico muito mais à vontade (para mim) ou normal aos olhos alheios, no inverno, especialmente nessa cidade de encantos de pouca roupa, onde o minimalismo e a sumariedade das vestimentas é quase uma regra da vulgaridade assimiladas pelas mulheres que usam esse tipo de indumentária, que também se liga a um tipo muito especifico de estilo musical, mas sem querer dizer que seja uma regra. Pareço mais normal por que tenho um pouco mais de sobriedade, apesar de toda feminilidade e outras coisas que expresso em minhas roupas, atitude e apresentação pessoal. Minhas roupas são mais que roupas: são a mais pura expressão do meu EU, visto que 98% delas são criadas por mim, para mim, feitas pelas minhas mãos, deixando muito evidente um jeito especial que me caracteriza indubitavelmente.

Agora, está na moda ser gordinha (ou Plus Size, para ficar mais aceitável, com essa mania que brasileiro tem de americanizar tudo), e como tal, sou ligeiramente feliz a maior parte do tempo, com quem eu sou e com meu corpo, que não deixa nada a desejar a muita mulher magra por ai, com minha barriga chapada, cintura fina, minha bunda enorme e linda, e esses peitões de formato lindo, uma silhueta ampulheta, sexy, sendo preferencia nacional (bumbum avantajado) e internacional (seios fartos)!!!
O fato é que, seja lá como e quem você for, seja você, mesmo que seja estranho, seja você, mesmo que seja bizarro!!!

Sua roupa diz quem você é. Mostre seu estilo. Ilustre-se e ilumine-se. O importante é ser você!


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3 comentários

  1. Uau!
    Importante diferenciar moda e estilo. As pessoas, em amplos sentidos tem se tornado tão iguais por seguirem os conceitos e modinhas difundidos pela mídia, perdendo-se em si mesmas. Mesmo o modo de vestir-se, fala muito sobre os indivíduos, é uma parte identitária que pode simplesmente perder-se com a mediocridade do ser.
    Muito bem, estilosa.

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  2. Uau!
    Importante diferenciar moda e estilo. As pessoas, em amplos sentidos tem se tornado tão iguais por seguirem os conceitos e modinhas difundidos pela mídia, perdendo-se em si mesmas. Mesmo o modo de vestir-se, fala muito sobre os indivíduos, é uma parte identitária que pode simplesmente perder-se com a mediocridade do ser.
    Muito bem, estilosa.

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  3. Minha ruiva linda... refleti bastante com seu texto e cheguei a conclusão de que eu não tenho estilo próprio (eu acho rs).
    Amei a sua colocação de padrão brasileiro e padrão gringo... sua perfeita de completa!!!
    E.... quase desmaiei vendo my name em seu cantinho fashion!!! Coloquei o seu também, como sou amiga desnaturada, gentem!
    Enfim, amei voltar aqui e ver como o blog está lindo e você animadíssima.

    Amo-te!

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