Refletindo a maternidade nesse Dia das Mães

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Desenho que ela fez de nós duas quando tinha 6 anos

Ser mãe é mesmo padecer no paraíso...
(eu ja disse isso)
...e ser feliz ainda assim.
Fui mãe aos 19 anos. Um susto, eu sei. E minha vida nem tinha começado ainda. Mas, apesar de não lhe haver planejado, meu bebê era fruto de um amor, de dois seres humanos apaixonados.
Burros. Mas apaixonados.
E completamente inexperientes.

É rawr é eu te amo em dinossaurês! Desenho de Nivea para mim num dia das mães

Então, abracei minha missão, ainda sem consciência da sua importância, de cuidar desse novo ser, de amá-lo, acarinhá-lo, e suprir todas as suas necessidades, e protegê-lo de todo o mal, sob quaisquer que fossem as circunstancias. Essa é a missão de uma mãe de verdade: de abrir mão dos seus desejos, por quem não pode falar por si nem se defender sozinho. E muito cedo eu aprendi essa lição de abnegação...
E o amor? Ah, sem nunca ter visto seu rosto, eu já amava mais que a mim mesma, parando com tudo que pudesse fazer mal àquele precioso bem que agora eu possuía. Após uma espera longa e cheia de percalços que toda a maturidade forçada nos traz, nasceu...Uma menina linda e cabeluda, tranqüila e dorminhoca! Juro que foi o momento mais intenso da minha vida, de ver a vida que eu gerei dentro de mim. Tive um parto abençoado, normal, natural, e sem dor... E ainda com o cordão umbilical, ela foi colocada sobre mim. Contei seus dedinhos, toquei seu cabelinho, senti seu pesinho; eu senti PAZ naquele instante. Olhei aquele pacotinho e me vi perdidamente apaixonada!
De lá pra cá, muita coisa aconteceu, passei muitas dificuldades, sofri meus maus pedaços, mas sempre tendo em vista a responsabilidade de formar o caráter desse ser que me foi confiado, fiz tudo que eu pude, trabalhei alem da conta, perdi muitas noites, tudo para que aquela coisinha de 3,100kg se tornasse o que é hoje: uma filha forte e saudável, boa e inteligente, com personalidade forte, dorminhoquinha, que me orgulha muito todos os dias. E me traz novos desafios todos os dias. E que também acaba por me fazer evoluir, na necessidade tão natural de acompanhar a evolução dos filhos que toda mãe tem.

Ser mãe é sacrifício, e é também dificuldade, mas é também alegria incomensurável de ver nos olhos de alguém, uma admiração imensa, um amor perfeito, dotado de uma pureza sem fim...
Infelizmente, nem todas as mulheres dotadas da capacidade gestacional, tem a capacidade de se dedicar e amar assim, eu mesma não me achava capaz antes, e não me acho capaz agora. Acho que dei uma tremenda sorte, isso sim!
 Falemos da dádiva, e da alegria de todas aquelas que, tem seu amor traduzido na palavra DOAÇÃO, a mais completa forma de amor, o amor que se doa. No rosto dessa mulher que assume inteiramente a missão da maternidade, passando por cima de todo sofrimento e dor, podemos ver a presença iluminada de uma face viva do que é incondicional. É assim que é para mim.
Hoje, minha guria tem 20 anos. Meu melhor trabalho.
Nunca mais tive filhos e nem pretendi ter. Não exatamente nasci dotada de instintos maternais, e uma vez deu. Não se mexe em time que está ganhando!
Nesses dia das mães, não fizemos nada de especial, nada diferente de qualquer outro dia em nossas vidas pois entendemos, eu e ela, que a parceria rola no dia-a-dia. E foi só mais um dia e estamos felizes de ser assim, dia das mães, lá em casa, é todo dia.
Eu e Nivea em 1999


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